26 de mar. de 2012

Os 100 Melhores Jogos (#71) - Super Mario World 2: Yoshi's Island



Super Mario World 2: Yoshi's Island ainda parece tão novo quanto no dia em que emergiu, com linhas de canetinha, texturas retalhadas e tudo mais.

 *Todas as informações desse post foram tiradas do livro 100 Melhores Jogos, publicado pela editora Europa*




Plataforma: Super NES
Produção: Nintendo
Desenvolvimento: Nintendo
Lançamento: Agosto de 1995 (Japão)

São raros os jogos que conseguem superar sua incursão original, e Yoshi's Island faz isso muito bem com seus gráficos estilizados de modo a aparentar um livro infantil.

O game exibe uma coesão singular na direção de arte e uma sinergia com a plataforma, mesmo requerendo um chip extra no cartucho, o Super FX 2, para ser concebido.

Os inimigos desfilam com uma tangível elasticidade e estalam com força quando são pisados, reagem às ações do Yoshi com uma materialidade que anteviu o impacto da física em tempo real da atualidade.

Esses efeitos de jogo não são apenas estéticos, fazem parte das batalhas contra chefes e estão presentes como integrantes das fases básicas, como um barril que ajuda o personagem ou uma pedra rolante. Cada artigo deixa o mundo mais ativo e com substância.

A temática linear de Yoshi é limitada à primeira vista e desagrada àqueles que já vinham acostumados com Super Mario World. Não há acesso a habilidades adicionais conforme o jogo avança, a não ser pelas transformações. Também não apresenta saídas secretas ou áreas ocultas. Em uma regressão emblemática à geração anterior, o sucesso é obtido por meio de pontuação elevada.

Também não há a presença do mapa do mundo, mas mostra uma imensa variedade de desafios em cada estágio. Acrobacias precisas, puzzles, busca por itens colecionáveis e combates sutis se repetem aumentando a dinâmica do game. O design robusto é apresentado constantemente nas plataformas aceleradas sobre trilhos e cenários abstratos.

Os protagonistas, Mario e Yoshi, têm características fundamentais inteiramente distintas que não se pode comparar. Mario é um saltador baseando-se na inércia e velocidade, ótimas habilidades para batalhas conta o ambiente. Yoshi tem um pulo ninja e a possibilidade de pairar no ar por alguns segundos, artifício que redefine os estágios como lugares de exploração cautelosa e experimentação ao invés de progressão acelerada.

Yoshi ainda tem uma habilidade de arremessar ovos que pode parecer complexa e um pouco convidativa em jogos da série. No entanto o título usa o sistema de alvos com tamanha consistência que acaba sendo peça certeira constituinte do design. Yoshi ainda quebra a convenção de Mario por meio da dinâmica da jogabilidade sendo mais ou menos invencível, pouco abalado ao tocar um adversário, mas tem sua carga preciosa, o Baby Mario, removida das costas. Recuperar a carga antes que a contagem se esgote inverte o que era um ritmo compassado em um desespero frenético com o bebê gritando e chacoalhando pela tela.



"Essa comédia de erros é um componente de seu fabuloso senso de humor. Desde a infame ‘Touch Fuzzy, Get Dizzy’, que se aproxima das palhaçadas de ‘Cheech & Chong’, ao momento hilário em que o Chain Chomp gigante morde a parede, Yoshi's Island explode com personagens sortidos, todos apoiados por músicas enérgicas. É um precioso exemplo de um jogo que tem recompensas o bastante para os desafios" (Equipe EDGE)

Nenhum comentário:

Postar um comentário