Super Mario World 2: Yoshi's Island ainda parece tão novo quanto no dia em que emergiu, com linhas de canetinha, texturas retalhadas e tudo mais.
*Todas as informações desse post foram tiradas do livro 100 Melhores Jogos, publicado pela editora Europa*
Plataforma: Super NES
Produção: Nintendo
Desenvolvimento: Nintendo
Lançamento: Agosto de 1995 (Japão)
São raros os jogos que conseguem superar sua incursão original, e Yoshi's Island faz isso muito bem com seus gráficos estilizados de modo a aparentar um livro infantil.
O game exibe uma coesão singular na direção de arte e uma sinergia com a plataforma, mesmo requerendo um chip extra no cartucho, o Super FX 2, para ser concebido.
Os inimigos desfilam com uma tangível elasticidade e estalam com força quando são pisados, reagem às ações do Yoshi com uma materialidade que anteviu o impacto da física em tempo real da atualidade.
Esses efeitos de jogo não são apenas estéticos, fazem parte das batalhas contra chefes e estão presentes como integrantes das fases básicas, como um barril que ajuda o personagem ou uma pedra rolante. Cada artigo deixa o mundo mais ativo e com substância.
A temática linear de Yoshi é limitada à primeira vista e desagrada
àqueles que já vinham acostumados com Super Mario World. Não há acesso a habilidades adicionais conforme o jogo avança, a não ser pelas transformações. Também não apresenta saídas secretas ou áreas ocultas. Em uma regressão emblemática à geração anterior, o sucesso é obtido por meio de pontuação elevada.
Também não há a
presença do mapa do mundo, mas mostra uma imensa variedade de desafios em cada
estágio. Acrobacias precisas, puzzles, busca por itens colecionáveis e combates
sutis se repetem aumentando a dinâmica do game. O design robusto é apresentado
constantemente nas plataformas aceleradas sobre trilhos e cenários abstratos.
Os protagonistas,
Mario e Yoshi, têm características fundamentais inteiramente distintas que não
se pode comparar. Mario é um saltador baseando-se na inércia e velocidade,
ótimas habilidades para batalhas conta o ambiente. Yoshi tem um pulo ninja e a
possibilidade de pairar no ar por alguns segundos, artifício que redefine os
estágios como lugares de exploração cautelosa e experimentação ao invés de
progressão acelerada.
Yoshi ainda tem uma
habilidade de arremessar ovos que pode parecer complexa e um pouco convidativa
em jogos da série. No entanto o título usa o sistema de alvos com tamanha
consistência que acaba sendo peça certeira constituinte do design. Yoshi ainda
quebra a convenção de Mario por meio da dinâmica da jogabilidade sendo mais ou
menos invencível, pouco abalado ao tocar um adversário, mas tem sua carga
preciosa, o Baby Mario, removida das costas. Recuperar a carga antes que a
contagem se esgote inverte o que era um ritmo compassado em um desespero frenético
com o bebê gritando e chacoalhando pela tela.
"Essa comédia de
erros é um componente de seu fabuloso senso de humor. Desde a infame ‘Touch
Fuzzy, Get Dizzy’, que se aproxima das palhaçadas de ‘Cheech & Chong’, ao
momento hilário em que o Chain Chomp gigante morde a parede, Yoshi's Island explode
com personagens sortidos, todos apoiados por músicas enérgicas. É um precioso
exemplo de um jogo que tem recompensas o bastante para os desafios"
(Equipe EDGE)
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