Streets of Rage nasceu numa época em que bastava uma legião de bandidos para surrar ao longo de diferentes fases para conquistar um sucesso moderado. Eu mesmo joguei e finalizei todos esses jogos, desde Final Fight até Golden Axe, e ainda jogo quando bate aquela nostalgia.
*Todas as informações desse post foram tiradas do livro 100 Melhores Jogos, publicado pela editora Europa*
Plataforma: Mega Drive
Produção: Sega
Desenvolvimento: Sega
Lançamento: Dezembro de 1992 (EUA)
Os
jogos de briga de rua tiveram seu auge na segunda metade da década de
80 encabeçados por Double Dragon e com Final Fight como principal jogo
da época. Em 1990 os consoles caseiros estavam em destaque e começava
uma disputa acirrada entre a empresa Sega e a Nintendo.
Depois
que a Nintendo lançou seu consagrado Final Fight a Sega surgiu com uma
"cópia" à altura: Street of Rage (Bare Knuckles no Japão). O primeiro
título surgiu em 1991, com apenas 4 megabits, adicionando ataques
especiais da polícia à fórmula, mas a consagração só veio com a evolução
gritante apresentada em sua sequência um ano mais tarde.
Street
of Rage 2 foi o primeiro jogo de 16 megabits para Mega Drive e o
segundo para console doméstico perdendo apenas para o grande sucesso da
Nintendo, Street Fighter II, produzido para o console Super NES.
O
jogo entra no mercado já como um clássico, primando pelo visual com
sprites maiores e mais bem animados para os personagens. A quantidade de
inimigos foi aumentada e agora os cenários se deslocavam também na
diagonal com muito mais detalhes. Ao elenco foram adicionados o gigante
Max e o garoto Skate para dar mais opções de jogo além de Axel e
Blaze.
Cada
protagonista era diferente em força e velocidade, além do repertório de
golpes variados que tronava a experiência de combate única com cada um.
Os especiais de carro e polícia deram lugar a golpes individuais
inspirados em Street Fighter, mas deveria ser usado com sabedoria e
estratégia, pois o especial drenava energia vital do personagem - uma
contramedida para não cair na apelação contínua. A cultura do
esmagamento de um botão daria espaço para a complexidade da mistura de
golpes e esquiva, com saltos e golpes de corrida.
A
trilha sonora ficou por conta de Yuzo Koshiro com reverenciadas
composições inspiradas em músicas de danceteria da época. Ainda que
algumas músicas fossem releituras mais dançantes da aventura anterior
Koshiro alcançou o estrelato com uma trilha techno/dance e o jogo ganhou
notoriedade com o trabalho desse músico e exímio programador sonoro.
Era
impossível jogar e não se pegar
assobiando ou arriscando um beatbox
com sons guturais de vez em quando, os menos empolgados ainda balançavam
a cabeça com os temas de algumas fases. "Go Straight" e "Slow Moon" são
dois destaques das muitas músicas de arrepiar a série. Os
sons de porrada e efeitos sonoros ainda podem ser reproduzidos
mentalmente por aqueles que tiveram contato com o jogo, e reproduzidos
com fidelidade.
"A
soma de todos os detalhes tornou Street of Rage 2 uma das melhores
sequências no saudoso Mega Drive. Surrar membros de gangues até o dedo
ficar dolorido proporcionava um prazer avassalador. Havia um ímpeto
irresistível de partir pra cima, usar com sabedoria o acervo de golpes
de cada personagem e se superar. uma sensação anestésica e prazerosa,
hoje na forma de boas memórias para aqueles que viveram o momento. Bons
tempos que não voltam mais. (Gilsomar Livramento)

Jogão, finalizei tanto no Mega quanto no Master e tenho uma versão remake fan-made que ainda não joguei, mas é bem mais bem feita!
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