2 de abr. de 2012

Os 100 Melhores Jogos (#89) - Streets of Rage 2

Streets of Rage nasceu numa época em que bastava uma legião de bandidos para surrar ao longo de diferentes fases para conquistar um sucesso moderado. Eu mesmo joguei e finalizei todos esses jogos, desde Final Fight até Golden Axe, e ainda jogo quando bate aquela nostalgia.

*Todas as informações desse post foram tiradas do livro 100 Melhores Jogos, publicado pela editora Europa*




Plataforma: Mega Drive
Produção: Sega
Desenvolvimento: Sega
Lançamento: Dezembro de 1992 (EUA)


Os jogos de briga de rua tiveram seu auge na segunda metade da década de 80 encabeçados por Double Dragon e com Final Fight como principal jogo da época. Em 1990 os consoles caseiros estavam em destaque e começava uma disputa acirrada entre a empresa Sega e a Nintendo.

Depois que a Nintendo lançou seu consagrado Final Fight a Sega surgiu com uma "cópia" à altura: Street of Rage (Bare Knuckles no Japão). O primeiro título surgiu em 1991, com apenas 4 megabits, adicionando ataques especiais da polícia à fórmula, mas a consagração só veio com a evolução gritante apresentada em sua sequência um ano mais tarde. 

Street of Rage 2 foi o primeiro jogo de 16 megabits para Mega Drive e o segundo para console doméstico perdendo apenas para o grande sucesso da Nintendo, Street Fighter II, produzido para o console Super NES.

O jogo entra no mercado já como um clássico, primando pelo visual com sprites maiores e mais bem animados para os personagens. A quantidade de inimigos foi aumentada e agora os cenários se deslocavam também na diagonal com muito mais detalhes. Ao elenco foram adicionados o gigante Max e o garoto Skate para dar mais opções de jogo além de Axel  e Blaze.

Cada protagonista era diferente em força e velocidade, além do repertório de golpes variados que tronava a experiência de combate única com cada um. Os especiais de carro e polícia deram lugar a golpes individuais inspirados em Street Fighter, mas deveria ser usado com sabedoria e estratégia, pois o especial drenava energia vital do personagem - uma contramedida para não cair na apelação contínua. A cultura do esmagamento de um botão daria espaço para a complexidade da mistura de golpes e esquiva, com saltos e golpes de corrida.

A trilha sonora ficou por conta de Yuzo Koshiro com reverenciadas composições inspiradas em músicas de danceteria da época. Ainda que algumas músicas fossem releituras mais dançantes da aventura anterior Koshiro alcançou o estrelato com uma trilha techno/dance e o jogo ganhou notoriedade com o trabalho desse músico e exímio programador sonoro.



Era impossível jogar e não se pegar assobiando ou arriscando um beatbox com sons guturais de vez em quando, os menos empolgados ainda balançavam a cabeça com os temas de algumas fases. "Go Straight" e "Slow Moon" são dois destaques das muitas músicas de arrepiar a série. Os sons de porrada e efeitos sonoros ainda podem ser reproduzidos mentalmente por aqueles que tiveram contato com o jogo, e reproduzidos com fidelidade.

"A soma de todos os detalhes tornou Street of Rage 2 uma das melhores sequências no saudoso Mega Drive. Surrar membros de gangues até o dedo ficar dolorido proporcionava um prazer avassalador. Havia um ímpeto irresistível de partir pra cima, usar com sabedoria o acervo de golpes de cada personagem e se superar. uma sensação anestésica e prazerosa, hoje na forma de boas memórias para aqueles que viveram o momento. Bons tempos que não voltam mais. (Gilsomar Livramento)


Um comentário:

  1. Jogão, finalizei tanto no Mega quanto no Master e tenho uma versão remake fan-made que ainda não joguei, mas é bem mais bem feita!

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